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Tempo de Qualidade - O mindfulness do amor

Você sabe a diferença entre estar perto e estar junto?

Neste capítulo Gary Chapman fala muito sobre qualidade de presença.

Muitas vezes confundimos a quantidade de tempo que estamos com as pessoas x a qualidade da nossa presença.

Fica claro no texto que, passar tempo junto é bem diferente do que viver perto um do outro. Ele usa um exemplo que acho emblemático em nossas relações. Quem já não se distraiu num jantar, ou mesmo no meio de uma conversa, olhando rapidamente no celular? A gente acha que aquela espiada de 5 segundos não vai atrapalhar o que estávamos fazendo.

Mas se por acaso, do outro lado da mesa ou sofá, tem uma pessoa conversando com você, ela certamente vai se sentir não ouvida.

Se você nunca fez isso, com certeza já passou por isso. E se não te incomodou tanto, é porque sua linguagem principal não é Tempo de Qualidade. Mas isso não quer dizer que não precise dela para construir conexões, oferecendo o seu melhor para as pessoas.

É muito importante frisar que para o autor, não precisamos nos dedicar a esta linguagem 100% do tempo para melhorarmos a qualidade de nossas relações. Que existem momentos também importantes de estarmos ao lado de alguém, mas quietos com nossos pensamentos ou atentos a outras situações importantes para nós. Não é deixarmos de fazer o que é importante para nós, mas abrir um espaço maior para possibilitar uma troca mais intensa com as pessoas.

Brinquei no título sobre o Mindfulness do amor porque é exatamente isso.

Exercitar a atenção plena no estar com o outro é um importante comunicador de amor. Pois deste exercício surgem as memórias afetivas que nos emocionam, nos enchem de saudade e nos dão a certeza de que somos felizes.

Por que então não a praticamos mais, buscando criar oportunidades destas emoções surgirem? Porque a rotina, infelizmente, nos coloca no modo automático. E o automático é a forma mais eficaz de dispersão e desatenção.

Sinto que este é um dos grandes desafios da humanidade. Praticar mais o que já sabemos que nos faz bem, ao invés de nos entregamos `a rotina, deixando a vida nos levar pela inércia.

Ontem disse que esta linguagem é a que mais me agrada. Tem uma passagem linda no texto que para mim resume tudo: ao nos entregarmos a uma conversa de olhos nos olhos, ao ouvir o outro, mas também revelarmos nossas ideias e sentimentos, acompanhar alguém, apenas para mostrarmos que estamos ao seu lado, observar a linguagem corporal de quem gostamos e oferecer nossa ajuda porque identificamos uma dor "Estamos entregando parte de nossa existência ao outro".

E a beleza desta frase não está em fazermos o outro feliz, e sim, deixar que ele nos veja da forma mais pura de afeto. E se ele também estiver atento, vai querer retribuir.

E é desta forma de Ecoar Amor que sonho inspirar você a querer viver mais.


Até amanhã.

Dia de falar da linguagem 4: Gestos de Serviço



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